EMPREENDEDORISMO | Entrevista

Vanessa Rouvier e o empreendedorismo por traz dos sapatos Le Scarpin
"Me encanta perceber a transformação que meus sapatos trazem para as minhas clientes"

"O que mais me encanta na Le Scarpin é perceber a transformação que os Scarpins que eu crio, trazem para as minhas clientes. Eu sei que a transformação não está no Scarpin e sim dentro de cada uma de nós. Mas as vezes, aquele estímulo que precisamos, é um lindo salto, que nos faz sorrir e nos conectar com nosso poder." Esse depoimento é da empreendedora Vanessa Rouvier. A empresária comemorou no último dia 24 de outubro, os quatro anos da própria marca de sapatos - um sonho antigo, que foi transformado em negócio, após muito estudo, erros e acertos.
 


O empreendedorismo corre nas veias de Vanessa. Ao todo, foram 12 empresas criadas e ela não esconde que algumas faliram. Pelo contrário, com orgulho ela esclarece que "a vida é um filme e não uma foto estática de um momento feliz e de sucesso... Quem vê a Marília Mendonça usando um Le Scarpin, não tem ideia do que passei e passo todos os dias para chegar ali," afirma.

Mas, o que há de especial nos sapatos Le Scarpin? Vanessa explica que a marca preza por modelos com design, identidade, mais cor e principalmente conforto. "Nossos sapatos são produzidos pelas mãos de artesãos, com materiais nobres e sem desperdício. Prezamos pela qualidade do nosso produto, unido a uma consciência social e ambiental."
 
Afinal, quem é a Vanessa? Vanessa Rouvier é carioca, mas atualmente mora na capital de Santa Catarina. No currículo, ela contabiliza a criação de 12 empresas, dos mais variados segmentos - marketing digital, financeira, alimentação e moda - empreendimentos, que segundo ela mesma, alguns faliram.
Casada com o empresário Rodrigo Rossoni (atual presidente da ACIF - Associação Empresarial de Florianópolis), a empreendedora se mudou para Florianópolis - SC, aos 35 anos. Em 2016, grávida do segundo filho, decidiu que iria começar um novo negócio. Com a experiência dos erros e acertos, Vanessa lançou em 24 de outubro de 2017, a marca de sapatos Le Scarpin.

Tudo começou com muito estudo e pesquisas. Primeiro, Vanessa verificou que a maioria das mulheres adora o modelo scarpin, no entanto, que nem sempre elas encontram sapatos que unem conforto e beleza. Esse foi o primeiro desafio. O próximo desafio, foi diminuir o desperdício, evitar o investimento em estoque e produzir somente sob demanda.



Com o propósito traçado, a Le Scarpin foi nascendo através do e-commerce, onde os scarpins são produzidos sob demanda, somente após a compra. Hoje, a marca fabrica calçados feitos a mão, através do trabalho de artesãos. A venda é de cerca de 50 pares por mês.

Sem medo de falar de erros e acertos, Vanessa revela com entusiasmo, que dentre os empreendimentos criados, em esteve a primeira loja de produtos orgânicos do Brasil, em 2005. "A Butik Orgânicos foi a primeira loja certificada de produtos orgânicos Brasil. Vendíamos produtos de higiene, flores, material de limpeza e etc," explica a empresária.

Com exclusividade a empresária respondeu algumas perguntas ao portal Sou Catarina. Confira! 


Vanessa, muitas pessoas se frustram em falar de derrotas, enquanto você não esconde que alguns dos seus empreendimentos faliram. De onde vem essa coragem de assumir as falhas e o que essa trajetória te proporcionou?
A minha coragem de assumir minhas falhas cresceu nos últimos anos, quando a partir do meu trabalho de inspirar as mulheres a assumirem seu protagonismo, eu passei a dar palestras, mentorias e contar a minha trajetória. Eu percebi que meus maiores aprendizados estão nas minhas falhas. Não podemos ter medo ou fugir do erro, porque ele vai acontecer e o quanto antes ele vier, melhor. Ano passado, mentorei uma empreendedora que seu negócio foi diretamente impactado pela pandemia. Em uma das nossas primeiras reuniões, senti nela uma resistência em aceitar minhas orientações em fechar duas das suas cinco unidades. Depois que ela percebeu que eu tinha passado por aquele momento difícil várias vezes, ela se sentiu confiante. Não foi a partir do sucesso que a minha empresa vive hoje, e sim a partir das minhas experiências, com o que não saiu exatamente como planejado.

 


Com tanta experiência, que dica você pode dar para quem sonha em ter o próprio negócio?
A primeira dica que eu posso dar é: faça as pazes com seus erros. E isso é importante para todas as áreas da sua vida, não somente para empreender. Não deixe os erros te definirem. Use eles como impulsionadores para chegar onde você quer chegar. A vida é um filme e não uma foto estática de um momento feliz e de sucesso. Eu falo muito isso em minhas palestras. Quem vê a Marília Mendonça usando um Le Scarpin, não tem ideia do que passei e passo todos os dias para chegar ali. Porque o que as pessoas estão vendo, é a foto dela com o scarpin no pé. Se valorize sempre. Todos nós temos nosso valor, mas não subestime o poder das parcerias. Sempre podemos aprender e crescer em conjunto. Faça tudo sempre com muito amor e encontre o propósito do seu negócio, assim você vai se realizar e ainda trazer esse amor para seus clientes.
 
Sobre a Le Scarpin, por que seus sapatos são tão especiais? O que te encanta e te motiva neste empreendimento?
A Le Scarpin é a realização de um sonho antigo de criar sapatos. Eu sempre fui muito apaixonada por sapatos e minha mente criativa sempre pensou ser possível criar os sapatos que eu adoraria usar. Esse sonho foi adiado por muitos anos. E quando encontrei dentro de mim a coragem de empreender meu sonho, eu fiz! Tenho certeza que tomar essa decisão demorou, porque apesar de ter falido, fracassado e errado muitas vezes, eu ainda não estava pronta para viver isso no meu sonho. Hoje a Le Scarpin está crescendo e penso que temos muitos anos pela frente, mas sabemos que os negócios podem dar errado. Ao mesmo tempo que lido bem com essa realidade, sei que desistir é a melhor maneira de dar errado. Persistência nos leva a excelência. A Le Scarpin nasceu a partir do meu modelo de sapato favorito. Mas como um negócio não pode ser construído para a gente, fiz pesquisas que confirmaram que também é o modelo favorito da maioria das mulheres.
Mas qual era a dificuldade das fãs de scarpins? Encontrar modelos com design, identidade, mais cor e principalmente conforto. Aí que mora os nossos diferenciais. Trabalhamos para entender a fundo as características do pé da mulher brasileira e criamos a nossa forma exclusiva.
Além disso, somos um show fashion, direct to costumer. Cuidamos de todos os processos, desde a criação até a entrega de nossos scarpins. Nossos sapatos são produzidos pelas mãos de artesãos, com materiais nobres e sem desperdício. Prezamos pela qualidade do nosso produto, unido a uma consciência social e ambiental.
Nossas clientes valorizam o slowfashion. Preferem consumir menos e ter produtos de alta qualidade. A partir dessa identificação das clientes, construímos de forma orgânica uma comunidade a partir da Le Scarpin. Assim entregamos muito mais que um scarpin. Trazemos conteúdo e relacionamento para nossas mulheres. Fazemos homenagens a mulheres que podem nos inspirar e ensinar e elas de forma voluntária participam de encontros exclusivos. Isso aconteceu com a Dani Cachich, Nina Silva e Gaby Corrêa.
O que mais me encanta na Le Scarpin é perceber a transformação que os Scarpins que eu crio, trazem para as minhas clientes. Eu sei que a transformação não está no Scarpin e sim dentro de cada uma de nós. Mas as vezes, aquele estímulo que precisamos é um lindo salto que nos faz sorrir e nos conectar com nosso poder.

 


O que planeja para o futuro da Le Scarpin?
A Le Scarpin está voltando ao seu projeto de expansão, iniciado em 2019, na pré-pandemia. Além de pontos de venda espalhados pelo Brasil, estamos olhando para o mercado internacional. Além de novas parcerias incríveis, incluindo na área de home decor.

Fotos: Arquivo Pessoal


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